Trabalho escravo na indústria de vestuário, como lidar?

Assinale a alternativa correta para a pergunta:

a) É um absurdo! Temos que boicotar as empresas que fazem isso e fazer nossas próprias roupas! Quiçá, tecer nossos próprios tecidos!

b) Todo mundo faz – Zara, Le Lis Blanc, Marisa, M. Officer, Gregory, Collins, C&A. O jeito é relaxar. Mesmo sabendo que alguém pode ter morrido para fazer a minha camiseta.

Eu não sei vocês, mas eu me sinto em um beco sem saída. Se compro via EBay a blusa de US$ 5 – frete grátis – vou dormir assombrada com os relatos de chineses pedindo socorro. Se gasto as burras (que não tenho) em uma grife, ela se utiliza de mão-de-obra escrava. A Le Lis Blanc, gente! Sabem quanto custa uma peça na Le Lis Blanc? Uma camiseta sai aí por uma pechincha de uns R$ 200.

Aí, a gente fica naquelas opções:

Brechós – tá, mas nem todo brechó é legal, e o brechó só tem uma peça de cada tamanho e sem variedade de cores.

Costurar suas próprias roupas – sim, se você souber. Mas lembre-se que os tecidos também vêm da China e você pode encontrar uma carta de um chinês no meio deles.

Trocar com outras pessoas – pode ser divertido, se vocês tiver amigas com o mesmo tipo de corpo e um estilo pessoal parecido com o seu. Fora isso, é fria:  nem todo mundo gosta de trocar, em geral só querem trocar as roupas mais gastas e, se uma peça está melhorzinha, a figura já quer te vender.

Esse post não tem conclusão, porque eu sequer sei como lidar com isso na minha própria vida, quanto mais escrever a respeito. Mas tem notícias boas: depois da ação do Ministério Público do Trabalho, algumas marcas se enquadraram.