Sete coisas que mudaram no meu guarda-roupa depois que me tornei mãe (e com links bônus!)

Ontem, fui a um encontrinho de amigas, todas mães de crianças pequenas (o meu filho, com dois anos, era praticamente o “coroa” da festa). Era um momento de descontração, na casa de uma das nossas amigas, então não cabia grandes produções de moda – escolhi um vestido simples, com abotoamento na frente, uma sapatilha, mochila nas costas e fui pra rua.

Fiquei pensando como este momento – a maternidade – inaugura um novo estilo para todas nós. Resolvi compartilhar aqui um pouco do que mudou para mim e pesquisar um pouco do que há por aí a respeito – quem sabe te inspira, ou dá uma ajuda àquela sua amiga grávida-com bebê pequeno?


1. No meu caso, tudo começou com a gravidez. Sempre fui bem desleixada mas, à medida que a barriga ia crescendo, comecei a me cuidar. Sei lá, tanta gente dizia que eu estava linda, resolvi acreditar. 

Essa sou eu barriguda – Fiz até ensaio fotográfico. A foto é da amiga linda e talentosa Carol Garcia

A verdade é que toda gestante é linda. Então, se você está grávida e não tem tempo-paciência-ânimo para esses assuntos, fique tranquila: você está linda! Mesmo no final da gestação, quando nenhuma roupa cabe e você não vê a hora que isso acabe: você está ainda mais linda.

Ah, e use sapatilhas. Sapatos altos e sandálias podem ser traiçoeiros.

2. Essa eu vi no livro escrito pelos apresentadores daquele programa gringo “Esquadrão da Moda” (dei o livro de presente, então não lembro o nome: foi mal): nos primeiros meses, é melhor usar roupas de estampas miúdas e coloridas. O motivo (meio nojento, se você não tem filhos) é que, por mais cuidado que você tenha, bebês pequenos fazem todo tipo de sujeira, se é que vocês me entendem. Ou seja: o desastre é inevitável, mas é passível de disfarce.

Sim, eu faço sujeira. E você ainda não viu nada.

3. Essa eu custei a adotar, mas valeu a pena: Dar preferência a roupas com abotoamento frontal, infinitamente mais simples para quem amamenta. Algumas mães são aconselhadas a cobrir aquele pedacinho de peito que fica de fora enquanto o bebê amamenta com um paninho, ou tem medo de pagar peitinho na rua. Acho sinceramente que fica a critério de cada uma – às vezes eu cobria, às vezes, não. Você, não faça o Mark Zuckerberg [link para as queixas que o Facebook censura fotos de amamentação] e deixe de implicância com a sua amiga-esposa-colega de trabalho que não quer usar o bendito paninho, tá? Amamentar é lindo e só faz bem.

Eu mamo, sim

4. E o que dizer das bolsas? Eu saía com uma daquelas bolsas quadradas de bebê e a minha própria bolsa. Isso, mais um bebê no colo (ou um carrinho), ou seja: mobilidade zero. Como não podia implantar mais dois braços, adotei a mochila – viva as mãos livres para segurar a criança! Certo, mochila não faz o estilo de todo mundo, mas aquelas bolsas de bebê também não! Apenas pense a respeito.

Couro natural ou sintético deixa as mochilas mais estruturadas e um pouco menos informais

5. Gosto muito de saias mas, em passeios com meu filho, minha modelagem preferida é o vestido sequinho, que não vai ficar levantando-enganchando nos lugares quando quero brincar com ele ou, simplesmente, quando preciso correr atrás do pequeno. E o conselho de usar sapatilhas continua valendo.

Vestido + Sapatilha = Minha definição de charme com praticidade. Daqui.

6. Com um filho pequeno, eu simplesmente não tenho mais o tempo que tinha, então tudo tem que ser muito prático: Investi em um bom corte de cabelo e capricho nos brincos (nunca muito longos, para não despertar no pequeno a vontade de puxá-los). Na bolsa, vai uma necessaire com a maquiagem, que coloco no caminho para o trabalho. Como meu filho adora brincar com os meus colares (e, nessas brincadeiras, já se foram alguns…), evito usá-los na frente dele. As unhas estão sempre curtas e tento mantê-las pintadas com cores vivas. Evito anéis e pulseiras, por precaução para não arranhá-lo.

7. Mesmo com tudo isso, não são poucos os dias em que saio descabelada, descombinada, sem maquiagem – ou seja, não precisa levar nada disso tão a sério. O mais divertido é curtir a aventura da maternidade, com todas as alegrias e perrengues. 

Links legais sobre o assunto