Quando uma mochila transforma vidas

Eu já falei aqui que abril é mês de revolucionar a moda. Pois bem: estamos às vésperas do Fashion Revolution Day, data que marca os três anos do desabamento do Rana Plaza, edifício na capital de Bangladesh que abrigava quatro fábricas de roupas com 5 mil empregados, produzindo para marcas como o Grupo Benetton e a H&M. Foram 1.127 mortos.

Agora corta para 2016: Neste sábado, a Euzaria – marca de camisetas, vestidos e acessórios soteropolitana – lança sua linha de mochilas. Com um detalhe: as peças são feitas com resíduo têxtil que seria descartado e produzidas por costureiras de uma cooperativa. As costureiras estrelam o vídeo da campanha de lançamento das peças e estarão na loja para o lançamento.

Cada peça vai para a mão do consumidor com uma tag que traz a foto e o nome da costureira.

Cada mochila vendida gera uma mochila doada para um morador de rua.

É por essas e outras que eu digo: tem jeito. Ninguém precisa ser submetido a trabalho exaustivo ou similar à escravidão, ninguém precisa morrer para que a gente tenha roupas.

A Euzaria desfila no Fashion Revolution Salvador, no próximo dia 29, às 18h, na Universidade do Estado da Bahia. As modelos serão jovens moradoras de rua. Vai lá?

Esse não é um post pago – é muito melhor: é um post cheinho de esperança. Tem jeito, gente.