Hering, quem fez minha roupa?

(Esse post é parte da campanha Fashion Revolution Day, que visa acabar com o trabalho escravo na moda).

É a minha marca preferida: básico com charme, conforto, estampas bonitas, numeração adequada (roupas P de fato são pequenas, roupas G de fato grandes). Mas anda mal das pernas. A última notícia que vi é que, depois de sucessivas quedas na bolsa de valores, as ações da Hering deixarão de compor o índice Ibovespa (que agrupa as ações com maior volume negociado nos últimos meses). Em linguagem comum: menos grana entrando.

(Ah, sim, a companhia Hering reúne também as marcas PUC e Dzarm)

Ano passado, foram duas fábricas fechadas em Santa Catarina e a promessa para esse ano era fechar lojas.

E, à medida que fecha fábricas no Sul, a empresa instala fábricas no Norte, via programa Pró-Sertão. O que seria uma boa notícia (privilegiar regiões historicamente desfavorecidas com emprego) se transforma em denúncias contra a empresa por não pagamento de funcionários terceirizados. A Hering tem nota amarela no Moda Livre.

Por tudo isso, eu pergunto: Hering, que fez esse vestido deuso, pelo qual me apaixonei e comprei no início de março (loja Shopping Barra, Salvador, BA)? A etiqueta diz “Feito no Brasil”, mas por quem? Em que condições?